Dieta Alimentar

Alimentação – Uma Sabedoria Ancestral

Por António Marcos, Ph.D.
ist1_1915995-family-treePoucos são aqueles que nas nossas vertiginosas sociedades ditas “mais avançadas”, ou da abundância, conseguem, ainda, acreditar que, em certas regiões do nosso globo, algumas antigas culturas indígenas não conhecem nenhuma das doenças epidémicas que hoje se abatem sobre nós – cancro, diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, doenças auto-imunes (colite ulcerosa, Crohn, Lúpus, Esclerose múltipla, Fibromialgia, etc.), obesidade, etc. Porém, tais povos, vivendo em ambientes primitivos, não dispondo dos propalados recursos da dita “civilização” (medicina medicamentosa ou da alta tecnologia, nutricionismo das “pirâmides alimentares” e das dietas “de laboratório”, fitness clubs, Spas, etc.), apresentam, de forma generalizada, níveis físicos e de saúde, muito superiores àqueles das populações que vivem nas sociedades “mais avançadas”. Apresentam sistemas imunitários e cardiovasculares irrepreensíveis, apesar de, como é o caso dos esquimós, comerem diariamente grandes quantidades de gordura e de carne, ou dos Aborígenes Australianos que, vivendo ainda da dieta dos ancestrais, à base de insectos, frutos silvestres, carne de canguru, etc., apresentam compleições atléticas de fazer inveja a um atleta olímpico, ou de povos dos Alpes, dos Andes, os Masai de África, etc..
Todos eles têm surpreendido os investigadores, pela sua pujança física e equilíbrio psíquico, raramente encontrada entre nós, sem problemas de peso, deformações físicas ou defeitos de nascimento, excelente constituição óssea, dentes perfeitos e bem alinhados e faces generosas, simétricas e sem quaisquer desvios do septo comprometedores da respiração.
O que, também, tem surpreendido os investigadores é que, quando tais povos são expostos aos hábitos alimentares da nossa civilização, a sua saúde rapidamente se deteriora e são acometidos das doenças mais assustadoras que hoje nos assediam.

É obrigatório recordarmos aqui o trabalho pioneiro do Dr. Weston Price que nos anos 30 conduziu investigações antropológicas de pré-industriais e isoladas culturas em todo o mundo. Os seus estudos salientaram que os povos que mantinham íntegros os seus hábitos alimentares ancestrais, não apresentavam degenerações físicas, nem deformações estruturais e eram massivamente saudáveis. Todos possuíam estruturas esqueléticas bem desenvolvidas, incluindo ossos faciais perfeitamente proporcionais, o que facilitava uma boa implantação dentária, boas passagens nasais e maxilares e dentes perfeitamente alinhados, o que ajuda a optimizar a digestão, a respiração, bem como outras funções metabólicas.
Constatou ele, também, que quando estes indivíduos eram trazidos para a “civilização” e adoptavam os modernos hábitos alimentares, no decurso de uma simples geração, pessoas de diferentes raças e cor, desenvolviam o mesmo tipo de problemas de saúde e de deformações físicas, sendo os mais evidentes: deficiente desenvolvimento da estrutura esquelética, deformações dos ossos faciais, dos maxilares e dos dentes.
Pretendendo exactamente recuperar essa indispensável ligação instintiva ao bem comer para bem viver, apresento-lhe a minha proposta de que se alimente de acordo com a sua genética ancestral, presente na sua individualidade sanguínea e bioenergética,.
Não posso, porém, deixar de lamentar que a ignorância de alguns lance o opróbio sobre a dieta do tipo sanguíneo, como aconteceu no número de Dezembro duma revista pasquim onde, a indesculpável ignorância da responsável dum artigo intitulado “Dieta do tipo sanguíneo o grande equívoco”, aliada à irresponsável, pouco ética e falta de rigor, leva à afirmação de “dieta perigosa…sem qualquer fundamento científico”, por parte duma dita nutricionista, que obviamente emitiu a sua opinião sem atender à cuidada análise prévia dos estudos que subjazem à mesma, o que era sua obrigação, enquanto licenciada, fazê-lo, e que apenas contribui para desorientar, com inverdade, os cidadãos em geral que já estão verdadeiramente possessos de tantas e tão variadas dietas que lhes são propostas.
A diferença da nossa proposta dietética assente na genética do tipo sanguíneo é, porém, assinalável, pois assenta nos nossos marcadores genéticos, legado dos nossos antepassados e é hoje plenamente confirmada pelos estudos antropológicos mais actuais e rigorosos sobre a nossa dieta ancestral (vide o link do meu site para o artigo sobre as “Origens e evolução da dieta ocidental”).
Também, queria salientar aqui, em abono da verdade histórica, a larga responsabilidade que o chamado nutricionismo clássico, ou os “nutricionistas fossilizados” como lhes chama o Dr. Abraham Hoffer (La Nutrición Ortomolecular, Ed. Obelisco, 1998, pág. 21), tem tido na degradação da saúde alimentar das nossas populações, com sugestões de dietas universais (vide o caso dos nutricionistas portugueses com a sua universal dieta mediterrânea), alicerçadas em pirâmides alimentares, também, universais, em esquemas, apelidados de científicos, de simbioses mais ou menos artificiais de nutrientes e de alimentos. Convém, ainda não esquecer que têm sido esses “nutricionistas” os principais colaboradores da indústria alimentar, a qual tem tido o papel decisivo na total destruição dos alimentos, rompendo com a tradição de os apresentar como eles sempre foram consumidos, isto é, o mais próximo possível aquilo que a natureza no-los apresenta, em claro prejuízo da saúde das populações.
Isto leva-me a duas importantes conclusões:
1ª – Os marcadores genéticos humanos e em concreto os ligados à nossa matriz sanguínea, “falam-nos” de hábitos ancestrais que o nosso corpo registou ao longo de milhares de anos e que nos permitiram sobreviver sem a alta tecnologia da medicina, mas saudáveis e felizes. Deste modo, quanto mais garantirmos a perduração dos hábitos alimentares “instintivos/ancestrais” e nos afastarmos dos ALIMENTOS INADEQUADOS (desde logo todos aqueles que a indústria dos alimentos e, também, as autoridades nos querem fazer crer que são bons, bem como os que não respeitem a nossa matriz genética/sanguínea), melhor saúde, mais vitalidade e mais felizes seremos;
2ª – Mantenha a sua alimentação simples, divirta-se tentando apurar que hábitos alimentares tinham os seus avós e bisavós. Perceba que cada dieta, além da adequação genética deve obedecer ao local geográfico onde vive, às condições de vida e às estações do ano. Não esqueça que o seu corpo está feito para o movimento, por isso mova-se (porque não regressar a casa a pé em vez de vir de transporte público, ou sair umas paragens antes). Cultive as amizades e o sentido do humor. Saiba dar e perdoar.
Não esqueça, nem sempre aquilo de que alguns nos tentam convencer ser avanço civilizacional o é verdadeiramente, saiba construir o futuro sobre as boas raízes do passado e esteja atento a quem, só porque quer vender-lhe algo, o tenta convencer de que esse algo lhe faz falta. Olhe à sua volta e veja quantas, ou quão poucas, pessoas saudáveis conhece e pergunte-se se algo não vai mal…e se isso a angustiar pense que, na vida, antes angustiado que anestesiado (que é como a generalidade das pessoas hoje em dia “vive”) e comece já a fazer algo para que essa angústia se transforme em mudança para melhor.

Aproveito esta newsletter de ano novo para lhe relembrar alguns conselhos alimentares básicos fundamentais que seguem em anexo.
Fique bem e seja saudável
António Marcos, Ph.D.

Discussão

Ainda sem comentários.

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Siga no Twitter

  • Animo Tito!! Vais conseguir vencer mais esta batalha... 3 years ago


Arquivos

Categorias

Visitas

  • 5,487

Direitos Reservados

Creative Commons License
©2011

%d bloggers like this: