Terapia Ortomolecular

O que é a Medicina Ortomolecular ou Terapia Ortomolecular, ou Nutrição Ortomolecular?


A medicina Ortomolecular é um novo paradigma da ciência nutricional.

O conceito foi formulado há 40 anos pelo Dr. Linus Pauling (Prémio Nobel da Química – 1954 – e Prémio Nobel da paz – 1962), segundo o qual é necessário dar ao organismo todos os nutrientes (vitaminas, minerais, enzimas, proteínas, oligoelementos, etc) nas quantidades que este necessita e que a dieta do homem civilizado não contém.

A medicina ortomolecular é aquela terapia que proporciona a cada pessoa, doente ou não, a concentração óptima dos nutrientes indispensáveis ao bom funcionamento orgânico.

A dieta ortomolecular pode evitar e contrariar as consequências nefastas da chamada “dieta-lixo” típica do homem actual proporcionando um estado de saúde excelente.

O importante não é só o número de anos que temos hipótese de viver, mas viver muitos anos em completa saúde.

A nutrição ortomolecular ou nutrição óptima é a toma de nutrientes que:

1 – ESTIMULEM A FUNÇÃO MENTAL E O EQUILIBRIO EMOCIONAL ÓPTIMO

2 – ESTIMULEM O DESEMPENHO FÍSICO ÓPTIMO

3 – PROMOVAM UMA BAIXA INCIDÊNCIA DE DOENÇAS

4 – PROMOVAM UMA VIDA MAIS LONGA E SÃ

O DRAMA ALIMENTAR

Apesar de todo o desenvolvimento tecnológico que conhecemos na última metade do Séc.XX e do enormíssimo esforço económico levado a cabo para o realizar, bem como do suposto alargamento da expectativa de vida, estamos perante um contínuo aumento das doenças degenerativas contra as quais a medicina alopática se tem sentido impotente, com a última esperança depositada nas recentes evoluções da ciência genética.

Parecem não restar grandes dúvidas sobre as causas que originaram a deteriorização do estado de saúde das populações, sobretudo as dos países mais desenvolvidos – criação de alimentos artificiais, carentes de vitaminas e minerais naturais.

Os fabricantes de alimentos transformados, quais aprendizes de feiticeiros, detruiram o controlo de qualidade da natureza, eliminando nutrientes e adicionando substâncias artífíciais e aditivos – o mais frequentemente utilizado e, também, o mais prejudicial é o AÇÚCAR.

PORQUE AGEM ASSIM OS RESPONSÁVEIS PELO FABRICO DOS NOSSOS ALIMENTOS?

Uma das razões que, entre outras, tem vindo a ser aduzida para este estado de coisas é a da carência de recursos intelectuais na área da ciência da nutrição.

A própria medicina confunde com certa frequência nutrição e dietética. Não lhe interessa demasiado a possibilidade de que uma nutrição incorrecta vá dar lugar a problemas de saúde e poucos são os médicos que cuidam de fazer uma avaliação sistemática das doenças derivadas da alimentação. Desta apática situação decorre que, com grande rapidez, estejam a surgir um vasto conjunto de doenças degenerativas crónicas. Porém, como são muito variadas, não foi, ainda, disparado o alarme.

Na verdade, quando sofremos de artrite, doenças cardiovasculares, esquizofrenia, cancro do cólon, úlcera de estómago, senelidade, etc, o problema surge o suficientemente difuso para que a população em geral perceba a situação a que se chegou.

Este tipo de transtornos afectam, de acordo com estatísticas recentes, um em cada quatro americanos.

Se uma só doença, como a doença de Alzheimer, atingisse ¼ da população, certamente as autoridades não conseguiriam conter os danos públicos e tomariam as medidas necessárias para descobrir as causas e para encontrar um método eficaz de tratamento

 

É bom recordarmos alguns aspectos estatísticos:

1-      Cada vez se destina uma maior percentagem do PIB para a “saúde”. Apesar disto cada vez as pessoas estão mais doentes;

2-      Em 1940 cerca de 20% dos alimentos que se consomiam nos Estados Unidos da América sofria transformação. Actualmente são 75%;

3-      A humanidade ainda não se adaptou por completo a determinadas alterações ambientais e alimentares que se iniciaram à cerca de 10.000 anos quando se descobriu a agricultura, cultivando-se pela primeira vez a terra e criando-se os primeiros rebanhos;

4-      As faltas de adaptação provêm, em geral, de mudanças rápidas a nível do meio ambiente;

5-      Os seres humanos mantêm a fisiologia alimentar dos últimos 50.000 anos, porém, nos últimos 100 anos vivemos um período de grandes modificações nos alimentos ingeridos, e é esta desadaptação a origem da maioria das doenças crónicas actuais.

 

ALIMENTAÇÃO A QUE NOS FOMOS ADAPTANDO AO LONGO DE MILHARES DE ANOS

ALIMENTOS:

1-      VIVOS Contêm todos os seus nutrientes. Os animais estão recém-mortos e as sementes são capazes de germinar;

2-      FRESCOS Os nossos antepassados não tinham os meios de conservação dos alimentos que hoje possuímos, mas também não padecíam da desnutrição que hoje sofremos;

3-      COMPLETOS Os seres humanos tinham assegurado o consumo dos nutrientes essenciais;

4-      NÃO TÓXICOS Quem consumia um alimento tóxico, morria ou adoecia os outros evitavam-no;

5-      ENDÓGENOS Existe uma especial concordância entre os animais e as plantas que vivem sobre o mesmo solo e sob condições ambientais semelhantes;

6-      VARIADOS A alimentação assentava nos alimentos da estação e por isso variados, o que permite reduzir o desenvolvimento de alergias;

7-      ESCASSEZ As opções eram comer o suficiente ou não comer, mas raramente tinham hipotese de comer em excesso e ficarem generalizadamente obesos como actualmente;

8-      CONDIMENTOS NATURAIS Os corantes e aditivos eram desconhecidos e os alimentos não estavam impregnados de açúcar e outros aditivos que aumentam a vontade desenfreada de comer;

9-      SIMPLES Ao contrário das receitas modernas que precisam de uma dúzia de ingredientes os primitivos tendiam a ser mais simples, conduzindo isto, também, à redução das alergias.

A ALIMENTAÇÃO RECENTÍSSIMA DA ALTA TECNOLOGIA À QUAL AINDA NÃO NOS CONSEGUIMOS ADAPTAR

ALIMENTOS:

1-      MORTOS As actuais técnicas de conservação (frio) só parcialmente previnem a lenta degradação dos mesmos;

2-      POUCO FRESCOS Os alimentos actuais, em virtude das transformações que sofreram, para que a comida se matenha estável, perderam grande parte dos seus nutrientes mais importantes;

3-      ARTIFICIAIS Os alimentos são cada vez mais “puzzles” de componenetes isolados;

4-      TÓXICOS Os alimentos actuais contêm, em larga escala, uma grande lista de químicos utilizados no seu fabrico, preparação e crescimento;

5-      EXÓGENOS Os alimentos provêm de regiões climáticas muito distantes dos seus consumidores, o que cria inadaptação;

6-      MONÓTONOS Consome-se um pequeno grupo de alimentos básicos, promovendo a sensibilização às alergias;

7-      ABUNDANTES EM EXCESSO Excesso de comida e sobretudo de açúcares determinam que mais de 25% da população sofra de obesidade;

8-      CONDIMENTOS ARTÍFÍCIAIS Os alimentos actuais, ao contrário do que acontecia no passado que eram as ervas que disfarçavam o sabor de alguns alimentos, contêm condimentos sintéticos que não têm qualquer valor nutritivo e que sobrecarregam o corpo.

Segundo L. Pauling “A terapia ortomolecular consiste em proporcionar a cada pessoa a concentração óptima dos componentes normais mais importantes do corpo humano, isto é, conservar uma saúde óptima e tratar as doenças variando as concentrações das substâncias que estão presentes no organismo e que são necessárias para uma boa saúde”.

 

Os terapeutas ortomoleculares tratam os seus pacientes com nutrição ortomolecular, ou seja, dietas específicas e suplementos nutricionais que variam de um paciente a outro dependendo dos problemas e das necessidades individuais.

Os terapeutas ortomoleculares estudam em profundidade os hábitos dietéticos dos seus pacientes, elaborando uma cuidada anamnese de qualquer manifestação alérgica à exposição a factores químicos ambientais.

 

As terapias assentam em correcções alimentares e na suplementação da dieta em grandes doses de vitaminas, minerais e ácidos gordos.

Terapia dietética significa, na actualidade, não seguir os modelos imperantes e aceitar que os alimentos não se devem consumir apenas para nos manterem vivos mas para nos manterem sãos.

A terapia ortomolecular dedicou-se a corrigir e a colmatar as consequências nefastas da chamada “comida-lixo” tão em voga hoje em dia entre nós.

O tratamento consiste, no essencial em eliminar da dieta todas as substâncias artificiais e sintéticas e reintroduzindo os alimentos naturais ricos em nutrientes, sendo as carências supridas pelos suplementos ortomoleculares.

 

A DIETA ÓPTIMA

O segredo da supersaúde é a harmonia do ser humano com o seu entorno – isto permite-lhe pensar com mais clareza; ter uma maior sensibilidade ao ambiente em que se move; estar mais activo intelectual e físicamente. É um esforço que, embora não estando ao alcance de todos, recompensa largamente os que conseguem. Esta supersaúde pode atingir-se com a nutrição ortomolecular, através da toma do nível óptimo de cada nutriente para cada pessoa.

Esta é uma definição que parte do pressuposto que todos os organismos vivos habitam num ambiente imperfeito (veja-se por ex. que certos fungos que têm um crescimento ultra- rápido se tivessem o ambiente ideal tomaríam, a breve trecho conta da terra. Veja-se, também, o caso dos coelhos).

É impossível e desejável que não exista um ambiente perfeito para nenhuma espécie em concreto, pois isto seria intolerável para as outras espécies.

O Dr. Roger Williams chamou a atenção para estes factores que são aplicáveis quer aos seres unicelulares como aos pluricelulares.

Cada célula está rodeada de uma fina capa de água que contém nutrientes, hormonas e outras substâncias essenciais para as suas funções. Estão fixados 45 nutrientes indispensáveis para o bom funcionamento celular, nutrientes esses dos quais cada célula deveria dispôr em quantidade óptima. O que se passa na realidade é que esta situação não se verifica em geral, daí as células terem de competir umas com as outras para partilharem os limitados nutrientes.

No que respeita aos nutrientes as necessidades individuais variam muito de um nutriente para outro, chegando a ter variações de 700% nalguns aminoácidos (lisina) e de 1000% no caso das vitaminas.

« A nutrição ortomolecular é a que pretende proporcionar às celulas do organismo as quantidades óptimas, tendo em conta a individualidade de cada pessoa e as suas variações como consequência do tempo e do stress » (Abraham Hoffer. 1998).

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  • Animo Tito!! Vais conseguir vencer mais esta batalha... 3 years ago


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